'Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.'' (Caio Fernando Abreu)
sábado, 15 de setembro de 2012
''“Então, você veio aqui pra comer e tomar chá ou o quê?”. Na língua dele, “ou o quê” quer dizer ir para o quarto. Digo a ele que não sou uma boneca inflável e ele me responde com um risinho irônico e sacana de “tá bom”. Algumas vezes me pego fantasiando que esse é o jeito dele de mostrar que gosta de mim. Rude, corrosivo, fulminante. Tenho pra mim que todas essas historinhas que ele administra muito bem não passam de uma fuga. No fundo ele precisa que uma garota de coração bom passe suas camisas e dê um jeito nessa cara de menino sujinho. Um dia ele se toca, e eu quero estar aqui pra ver. Por isso não perco uma de vir''
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